Pterossauros semelhantes a pterodáctilos

Os Pterossauros foram das criaturas mais estranhas do nosso planeta ao longo de 162 milhões de anos, Foto 1.

Rhamphorhynchus muensteri (esquema)

Foto 1 – Rhamphorhynchus muensteri era um pterossauro caracerístico do final do Jurássico. Este fóssil aparece no registo geológico de calcários mesozóicos germânicos.

Estes colossos alados ainda são um mistério para a comunidade científica, mas as últimas descobertas revelaram mais dados sobre a sua morfologia, dieta e comportamento.

Pterossauros

Foi este nome comum dado ao primeiro fóssil descoberto no século XVIII na Baviera pelo naturalista Cosimo Collini que o interpretou como sendo um animal aquático.

George Cuvier faria anos mais tarde a correção ao trabalho de Collini, afirmando tratar-se de um réptil voador e não um animal aquático como tinha sido classificado. Cuvier além de ter feito a correção da classificação deste fóssil deu início também ao estudo deste grupo de répteis voadores, que ele designou de Pterodáctilos (do grego “ptero”, asas e “dáctilo”, dedos).

Cuvier e os seus discípulos estudaram os  fósseis dos calcários mesozóicos da Baviera (Alemanha) mas também obtiveram mais dados a partir  de outras jazidas de fósseis no território francês e sobretudo das jazidas existentes no Reino Unido.

Uma nova vaga de descobertas teve lugar nas últimas décadas do século XX e início do século atual a partir de estudos paleontológicos realizados nas jazidas de Pterossauros no continente asiático.  Os fósseis descobertos na China no Brasil revelaram novas e surpreendentes formas, tamanhos e características fisiológicas. Alguns paleontólogos suspeitam que centenas de espécies de pterossauros poderão ter vivido em simultâneo, dividindo entre si os habitats, à semelhança das aves atuais.

As conceções científicas sobre os pterossauros têm sido muito diversificadas. Por exemplo, o formato do bico dos pterossauros poderá ter variado em função das alterações alimentares.

Os primeiros pterossauros terão surgido há aproximadamente 230 milhões de anos, durante o Triásico (Era Mesozoica), descendendo de répteis terrestres, fortes e leves, imagem 1. Adaptados a correr e a saltar para caçarem as suas presas num ambiente em mudança, as mutações, recombinação genética e lenta alteração do fundo genético das populações em cada um dos ecossistemas da Pangea permitiu o aparecimento de novas espécies.

árvore

Imagem 1 – Possível linha evolutiva dos Pterossauros. São um grupo de répteis voadores mas não são Dinossáurios. Também não apresentavam penas.

Os pterossauros devem ter começado por planar e, depois por lenta evolução, dezenas de milhões antes das aves e morcegos, tornaram-se os primeiros a praticar o voo sustentado.

Nesta lenta evolução, muitas espécies parecem ter evoluído para voar e dominar o meio aéreo do Mesozoico. Mas, ao longo do Mesozoico algo acabou por tornar os pterossauros vulneráveis. Talvez a fonte de alimento de que dependiam tenha desaparecido na extinção do final do Cretácico, há 66 Ma. Ou talvez a sua evolução para tamanhos tão gigantescos tenha tornado este grupo de répteis vulnerável, enquanto as aves mais pequenas tivessem vantagens adaptativas e conseguido sobreviver e evoluir durante a catástrofe do final do Mesozoico.

Independentemente das causas, os pterossauros desapareceram.

Link para um álbum de fotos de Pterosauros.

Fontes consultadas:

https://en.wikipedia.org/wiki/Pterosaur

https://pterosaur.net/origins.php

National Geographic – Novembro de 2017 “Gigantes dos Céus”.

 

 

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