Tempestitos no Paleozoico

Trata-se de uma camada lumachélica constituída, essencialmente, por fragmentos de valvas de braquiópodes linguliformes, numa matriz arenítica, às vezes grosseira, com clastos pelíticos e de quartzo e em alguns locais, cristais de pirite ou relíquias destes, Foto 1.

Membro Fragas de Ermida (Tempestito)-7

Foto 1 – Tsunamito na Serra do Marão (Portugal). Esta camada constitui um excelente marcador estratigráfico, uma vez que possui uma espessura relativamente fina (10 a 15 cm) e apresenta grande continuidade horizontal, tendo sido identificada à superfície em diferentes locais da Serra do Marão, em Valongo, Viana do Castelo-Valongo, Buçaco e Penha Garcia, assim como em diferentes locais do Maciço Armoricano, como em Espanha, França, Sérvia e Marrocos.

É interpretada como correspondendo a um tempestito, possivelmente originada por um evento catastrófico, eventualmente associado a tempestades excecionais ou mesmo a um tsunami provocado por violentas erupções freático-magmáticas ocorridas no final da deposição do Quartzito Armoricano no Sul da Zona Cantábrica do Maciço Hespérico.

Para ver mais sobre Tempestitos (clique aqui)

Fonte:

Click to access Camada-Seixinhos-no-interior-do-Tunel-do-Marao.pdf

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