Paracelso e Salzburgo

Philippus Aureolus Theophrastus Bombastus von Hohenheim, médico famoso, físico e um dos mais célebres alquimists do século XVI, conhecido pelo pseudónimo Paracelso, defendia a importância da observação dos objetos naturais e, entre eles, Foto 1, também os minerais que estudava, com vista a conhecer o seu eventual interesse em medicina.

Foto 1 – Mausoléu do suíço Paracelso na Igreja de S. Sebastião em Salzburgo (Áustria) onde veio a falecer em setembro de 1541. Rocha utilizada é o “Rosso Ammonitico” de idade jurássica explorado em pedreiras na zona sul dos Alpes, Apeninos centrais e  Sicília.  Trata-se de um calcário nodular,vermelho formado com sedimentos de de ambiente pelágico. O Rosso Ammonitico apresenta muitas vezes moldes de moluscos do Jurássico (amonites e belemnites).

No século XVI, Paracelso descreveu diversas observações acerca da geração espontânea de diversos animais, como sapos, ratos, enguias e tartarugas, a partir de fontes como água, ar, madeira podre, palha, entre outras. Segundo esta teoria os seres vivos podiam originar-se a partir de matéria inerte. Segundo estes eminentes pensadores em todas as coisas existira um “princípio ativo” que é a matéria e um “princípio ativo” que é a forma. Tudo o quanto existe resultaria da conjugação, sempre que se verificassem condições favoráveis, destes dois princípios. O princípio ativo “informaria” a matéria, dar-lhe-ia a forma. Por exemplo um ovo de peixe conteria o princípio ativo, princípio este que não seria uma substância, mas uma “capacidade” para “organizar” a matéria do ovo no sentido da formação do peixe. Esta teoria começou a perder credibilidade com o médico e biólogo florentino Francesco Redi (1626–1697).

Tendo sido o primeiro a reconhecer que os processos vitais são de natureza química, a ele se deve a designação de zinco (chamando-o de zincum, estava convencido que a cura das doenças deveria também ser encontrado no estudo das pedras. Criador de uma farmacopeia que recorre à química dos minerais (quimiatria ou iatroquímica) e às plantas medicinais, deixou uma obra considerável que ainda hoje tem adeptos.

A sua obra culmina toda a alquimia dos séculos que o precederam. Famoso também como astrólogo, Paracelso admitia, erroneamente a existência de um dissolvente universal a que deu o nome de alcaestre.

 

 

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