Maars

O hidrovulcanismo é uma designação genérica que engloba todos os fenómenos vulcânicos, explosivos e não explosivos, resultantes da interação entre o magma e uma fonte externa de água, seja esta proveniente de um aquífero, de um sistema hidrotermal, do mar ou de um lago. As formas hidrovulcânicas são designadas genericamente por maars, Foto 1.

Maars (Lc St. Martial)

Foto 1 – Os maars são crateras de explosão que cortam as rochas superficiais abrindo uma depressão. Este processo está associado a explosões de vapor, pelo que poderá não haver produção de material juvenil e, neste caso, o volume de material produzido equivale ao volume da depressão, sendo todos os clastos de natureza acessória. Este reduzido volume lítico deposita-se em torno da cratera originando um relevo com pouca expressão e com pequena inclinação. Como característica típica dos maars pode referir-se a predominância da componente destrutiva sobre a construtiva na modelação do terreno circundante e o desenvolvimento de paredes muito abrutas.

Em sentido lato, maars são aparelhos vulcânicos monogenéticos resultantes de atividade hidromagmática explosiva, caracterizados por crateras de grande diâmetro relativamente à altura do seu bordo. São a segunda forma vulcânica mais frequente na Terra, depois dos cones de escórias, e podem ter origem em magmas tão distintos como os basálticos, os riolíticos ou os carbonatíticos, Foto 2.

Maars (Lc St. Martial)-2

Foto 2 – Maars do Lago Saint Matial (França), é um dos geosítios do Geoparque Monts D´Ardèche.

A distribuição geográfica das formas hidrovulcânicas é, naturalmente condicionada pelo sistema hidrológico  e o tipo de interacção entre este sistema e o magma está na origem de estruturas passíveis de se formarem. Neste contexto, distinguem-se os maars, os anéis de tufos e os cones de tufos.

Os anéis e os cones de tufos são edifícios vulcânicos construídos sobre o terreno circundante e constituídos por uma grande cratera, alojada no topo de um cone com os flancos de maior ou menor inclinação. Os anéis de tufos distinguem-se por terem vertentes muito suaves, enquanto os cones de tufos se caracterizam por vertentes mais inclinadas e dimensões geralmente inferiores.

Informação sobre o Geoparque Monts D´Ardèche.

 

Fontes consultadas:

  • J. Pacheco, «Processos associados ao desenvolvimento de erupções vulcânicas hidromagmáticas explosivas na ilha do Faial e sua interpretação numa perspetiva de avaliação do hazard e minimização do risco», Departamento de Geociências da Universidade dos Açores, 2001
  • http://www.geopark-monts-ardeche.fr/accueil-geopark.html

2 thoughts on “Maars

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  1. Comparado com estes os maars de 13 de maio de 1958 são tão pequenos que nem tive coragem de lhes chamar isso no meu anterior comentário, mas são pelo menos dois.

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