Rochas – arquivos da História da Terra

Todas as rochas, de um forma ou de outra, fornecem informações sobre o passado da Terra. Um pequeno resumo sobre os conteúdos do programa de Biologia e Geologia 10º/11º ano. 

Para estudar a História geológica de uma região é necessário medir as idades dos principais acontecimentos geológicos e assim reconstruir a História da Terra ao longo dos diferentes períodos da escala do tempo geológico.

Existem diversos métodos de datação, com destaque para os “relógios” sedimentológicos. Estes baseiam-se na composição litológica dos estratos e das relações entre si, permitindo a sua datação relativa com base nos princípios litostratigráficos, Foto 1.

Relevo Cársico (Boca do Inferno)

Foto 1 – Afloramento de Lapa das Pombas (Almograve).  Deste pequeno porto de pesca artesanal, situado a sul da praia do Almograve, a paisagem avistada é excelente. Pode-se observar a azáfama dos pescadores, a avifauna, a geologia do local e o importante sistema dunar. Turbiditos da Formação de Mira (Paleozoico), constituído por uma sequência de xisto e grauvaques, por vezes finamente estratificados onde predomina o xisto cinzento argiloso e um grauvaque cinzento claro. Este afloramento de turbiditos encontra-se dobrado. A: Princípio da incusão, fragmentos de rochas incorporadas ou incluídos numa rocha (no caso o conglomerado) são mais antigos do que a rocha que os engloba. B: Estratos dobrados e o princípio da sobreposição. Segundo este princípio numa sequência de estratos sedimentares não deformados, os estratos mais antigos são os que se localizam por baixo e os mais recentes são os que se localizam por cima.

É possível determinar a idade absoluta de alguns processos geológicos recentes com base nas varvas (depósitos formados pelos ciclos de gelo-degelo).

Os “relógios” paleontológicos baseiam-se no estudo de organismos fossilizados. A biostratigrafia data e correlaciona os estratos de acordo com o conteúdo fóssil, no qual as rochas com associações de fósseis iguais devem ter a mesma idade.

A dendrocronologia permite a datação absoluta usando o padrão dos anéis de crescimento das árvores.

A datação absoluta é realizada recorrendo-se a datações radiométricas e à magnetostratigrafia. A radiometria depende da existência de uma taxa constante, com acumulação do isótopo-filho nos minerais ou rochas. Com base na datação das rochas, os geólogos elaboraram uma tabela cronostratigráfica com diversas divisões. A informação sobre os paleoambientes é mais completa em idades mais recentes (Fanerozóico), permitindo uma melhor caracterização e divisão da tabela.

O sucesso científico de James Hutton assentou na observação de fenómenos geológicos atuais e na consequente extrapolação dos dados para o passado da Terra, o que levou a considerar uma dimensão infinita para o tempo Geológico.

Esta metodologia esteve na base do atualismo, cujo princípio básico – o princípio das causas atuais – ainda hoje utilizado em Geologia se pode resumir numa simples frase:

«O presente é a chave do passado». 

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