Genética e Neodarwinismo

Os mecanismos que operam nos organismos vivos refletem uma eficaz adaptação ao ambiente, que se vai traduzindo numa complexidade estrutural e funcional cada vez maior ao longo dos diferentes reinos dos seres vivos.

Um gene é um segmento de DNA que contém a informação necessária para levar à síntese de uma proteína (cadeia polipeptídica) ou de um RNA funcional. A informação contida no genoma de um organismo só se torna evidente após uma série de reações bioquímicas que leva à expressão dos genes. O primeiro passo deste processo complexo é a síntese de uma copia RNA, utilizando como modelo uma das cadeias de DNA dos genes. Esta etapa da expressão génica denomina-se transcrição e o seu produto (mRNA).

Ovo

Galeria da Biodiversidade (Porto) – Biodiversidade do ovo. Tudo se inicia com o ovo, célula que contém toda a informação genética do novo indivíduo. Desde a primeira divisão do ovo, ocorre um conjunto de processos que culminam com a maturidade do organismo, cujos sistemas de órgãos estão totalmente formados e funcionais.

A maioria dos genes codifica moléculas proteicas e os RNAs intermédios que lhes dão origem chamam-se RNAs mensageiros (mRNAs), que no seu conjunto constituem o transcritoma de um organismo. Além dos mRNAs existem outros RNAs que nunca são traduzidos em cadeias polipeptídicas. Por exemplo, os RNAs de transferência (tRNAs), que constituem cerca de 80% do RNA total celular e um vasto conjunto de pequenos RNAs.Durante a formação do RNA, a linguagem do DNA, constituída pelas quatro bases Adenina (A). Guanina (G), Citosina (C) e Timina (T) é copiada ou transcrita para a linguagem do RNA, idêntica à do DNA, mas com o uracilo em vez de timina. Posteriormente esta linguagem do RNA é traduzida (a tradução é a segunda etapa da expressão génica) nos ribossomas, na linguagem das proteínas, constituída por 20 aminoácidos.

Ao contrário do DNA que é, geralmente, em hélice dupla, a maioria dos RNAs é uma cadeia simples, tem grande flexibilidade e pode exibir uma grande variedade de conformações formando estruturas com forma definida adequadas às suas funções específicas nas células.

Gregor Mendel não tinha conhecimento da mitose, meiose, cromossomas, DNA, genes…

Porém, sabia que cada progenitor era portador de gâmetas que possuíam informações hereditárias para os diferentes caracteres. Designou como fator a informação hereditária responsável pelo aparecimento de cada caráter. Deste modo os indivíduos resultantes do cruzamento parental seriam portadores um fator de origem materna e outro de origem paterna.

Gene, cromossoma, mitose, gametogénese são alguns conceitos que permitiram ao longo do século XX reinterpretar, com nova linguagem, as ideias e os princípios de Mendel. Os fatores considerados por Mendel responsáveis pela transmissão das características hereditárias correspondem aos genes. Estes podem apresentar formas alternativas responsáveis pelos caracteres contrastantes. Tais formas alternativas de um mesmo gene, como, por exemplo, as que determinam a cor da ervilha, são chamadas alelos. A zona de um cromossoma onde se situa um gene designa-se por locus. Este corresponde, portanto, à localização física do gene. Os dois alelos que controlam um determinado carácter estão localizados em locus correspondentes dos dois cromossomas homólogos. Por essa razão, os genes estão presentes aos pares no genótipo dos indivíduos. O termo genótipo é assim utilizado para designar a constituição genética de um indivíduo em relação a determinada característica.

Aos caracteres que um indivíduo manifesta resultantes do seu genótipo, foi atribuído o termo fenótipo. Este corresponde, pois, ao modo como o genótipo de expressa.
Tudo se passa como se cada indivíduo tivesse um “livro de instruções” que asseguram um determinado padrão, embora permitam variações à volta desse padrão (genótipo). Esse “livro de instruções” é o património genético do indivíduo e corresponde ao seu genoma. De geração em geração e através dos gâmetas, esse património genético passa de progenitores para descendentes. O desenvolvimento da genética permitiu ampliar o conceito de evolução de Darwin. O neodarwinismo explica a causa da diversidade dos seres vivos, surgindo esta nas frequências genéticas, isto é, no fundo genético das populações (o fundo genético corresponde ao conjunto de todos os alelos/genes que fazem parte dessa população). A evolução é, assim, devida a alterações das suas características genéticas, sendo a população a unidade evolutiva, pois é sobre os indivíduos das populações (fenótipo) que se fazem sentir os agentes evolutivos. O neodarwinismo, sendo uma teoria contemporânea da Genética, explica a evolução baseando-se na genética. Deste modo, fenótipo, genótipo, fundo genético, genes são termos utilizados por estes evolucionistas para explicarem a biodiversidade.

 

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