Viagem ao centro da Terra

Na viagem ao Centro da Terra, obra de Júlio Verne, o professor Liden Brock viaja no interior do planeta, onde descobre grutas com animais pré-históricos, oceanos e florestas de cogumelos. A viagem ao centro da Terra, velho sonho da Humanidade, é uma utopia. Ou talvez não…  

Foram necessários muitos anos de estudo científicos e de desenvolvimento tecnológico para chegar aos atuais modelos (químico e físico) da estrutura interna da Terra, que continuam a ser aperfeiçoados à medida que o conhecimento científico  desenvolvimento tecnológico evoluem.

Segundo os dados obtidos pela sismologia, admite-se que o interior da Terra está dividido em crosta, manto e núcleo. Este modelo da estrutura interna da Terra é, atualmente, o mais aceite.

Os cientistas, ao reunirem todas as informações obtidas com base em métodos diretos e indiretos, propõem modelos científicos para explicar a estrutura interna da Terra.

Na primeira década do século XX, Andrija Mohorovicic (1857-1936) após ter estudado o comportamento das ondas sísmicas, concluiu que existia uma zona de transição que separava a crosta do manto.

Quais são os modelos atuais da estrutura interna da Terra?

O modelo baseado na composição química dos materiais considera a estruturas interna da Terra constituída por crosta, manto e núcleo.

O modelo baseado nas propriedades físicas dos materiais considera a estrutura interna da Terra dividida em litosfera, astenosfera, mesosfera e endosfera (núcleo externo).

A organização em camadas concêntricas admitidas para ambos os modelos já é considerada pela comunidade científica desde o século XVII, apesar de só a partir de meados do século XX se ter construído um modelo realista do seu interior, baseado em dados geofísicos. Como em todos os campos da Ciência, a evolução da tecnologia permitiu a recolha e interpretação de dados mais precisos.

O modelo da estrutura da Terra ilustra bem o carácter dinâmico da ciência. Se alguns autores defendem como limite da astenosfera os 350 km, outros referem que será perto dos 700 km, havendo quem mencione que não pode ultrapassar os 500 km. Tal como qualquer modelo científico, este modelo apresenta o conhecimento científico como provisório (sujeito a alterações), subjetivo e parcialmente baseado baseado em inferências humanas. 

  Referências: 

Allègre, C.J., Poirier, J.P., Humler, E.,Hofmann, A.W., 1995. The chemical composition of the Earth. Earth and Planetary Science Letters.

https://www.researchgate.net/publication/273672510_Dinamica_do_Manto_e_Deformacao_Continental/link/550845260cf27e990e09c1f5/download

https://www.researchgate.net/publication/324919185_Estrutura_3D_da_litosfera_na_Iberia_modelos_acoplados_de_convecao_no_manto_e_deformacao_superficial

 

 

 

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