Cúpula Granítica da Freita

O afloramento na Serra da Freita onde se localiza a Cúpula Granítica, Foto 1, é abrangida pela folha 13-D, Oliveira de Azeméis, da Carta Geológica de Portugal, à escala 1: 50 000. Este afloramento faz parte da Serra da Freita, situada na freguesia de Albergaria da Serra, em Arouca, distrito de Aveiro.

Foto 1 – Cúpula Granítica da Feita – O granito da Freita é um granito varisco, sin-tectónico, intrusivo em formações de Supergrupo Dúrico-Beirão ante-ordovícico. Este granito apresenta-se sob a forma de um relevo residual, saliente da paisagem, como, de resto, acontece um pouco por todo o planalto da serra da Freita. Esta rocha designada de granito da serra da Freita, é uma rocha magmática sin-tectónica, leuco a mesocrata, de textura fanerítica e de grão médio. Apesar de estar descrito como um granito de duas micas, curiosamente, neste local, existe um claro domínio da moscovite em relação à biotite.

Associadas a estas paisagens na Serra da Freita estão as formas graníticas. A génese e evolução destas formas graníticas foi proporcionada por um conjunto de fatores (de ordem climática, litológica e estrutural), interligados entre si, que se conjugaram para o aparecimento de uma  enorme variedade de formas, que podem ser subdivididas em dois grandes grupos: as  formas de pormenor, de dimensão centimétrica a métrica (pias, tafoni, fendas e sulcos lineares) e as formas maiores, de dimensão hectométrica ou quilométrica (tors, castle koppie, domos ou cúpulas  rochosas e alvéolos).

Fontes Consultadas :

https://ruc.udc.es/dspace/handle/2183/9351?localattribute=en

https://www.researchgate.net/publication/338532580_Orogenic_Movements_during_the_Paleozoic_Period_Development_of_the_Granitoid_Formations_in_the_Northwestern_Region_of_Spain’s_Iberian_Peninsula

Viagem ao centro da Terra

Na viagem ao Centro da Terra, obra de Júlio Verne, o professor Liden Brock viaja no interior do planeta, onde descobre grutas com animais pré-históricos, oceanos e florestas de cogumelos. A viagem ao centro da Terra, velho sonho da Humanidade, é uma utopia. Ou talvez não…  

Foram necessários muitos anos de estudo científicos e de desenvolvimento tecnológico para chegar aos atuais modelos (químico e físico) da estrutura interna da Terra, que continuam a ser aperfeiçoados à medida que o conhecimento científico  desenvolvimento tecnológico evoluem.

Segundo os dados obtidos pela sismologia, admite-se que o interior da Terra está dividido em crosta, manto e núcleo. Este modelo da estrutura interna da Terra é, atualmente, o mais aceite.

Os cientistas, ao reunirem todas as informações obtidas com base em métodos diretos e indiretos, propõem modelos científicos para explicar a estrutura interna da Terra.

Na primeira década do século XX, Andrija Mohorovicic (1857-1936) após ter estudado o comportamento das ondas sísmicas, concluiu que existia uma zona de transição que separava a crosta do manto.

Quais são os modelos atuais da estrutura interna da Terra?

O modelo baseado na composição química dos materiais considera a estruturas interna da Terra constituída por crosta, manto e núcleo.

O modelo baseado nas propriedades físicas dos materiais considera a estrutura interna da Terra dividida em litosfera, astenosfera, mesosfera e endosfera (núcleo externo).

A organização em camadas concêntricas admitidas para ambos os modelos já é considerada pela comunidade científica desde o século XVII, apesar de só a partir de meados do século XX se ter construído um modelo realista do seu interior, baseado em dados geofísicos. Como em todos os campos da Ciência, a evolução da tecnologia permitiu a recolha e interpretação de dados mais precisos.

O modelo da estrutura da Terra ilustra bem o carácter dinâmico da ciência. Se alguns autores defendem como limite da astenosfera os 350 km, outros referem que será perto dos 700 km, havendo quem mencione que não pode ultrapassar os 500 km. Tal como qualquer modelo científico, este modelo apresenta o conhecimento científico como provisório (sujeito a alterações), subjetivo e parcialmente baseado baseado em inferências humanas. 

  Referências: 

Allègre, C.J., Poirier, J.P., Humler, E.,Hofmann, A.W., 1995. The chemical composition of the Earth. Earth and Planetary Science Letters.

https://www.researchgate.net/publication/273672510_Dinamica_do_Manto_e_Deformacao_Continental/link/550845260cf27e990e09c1f5/download

https://www.researchgate.net/publication/324919185_Estrutura_3D_da_litosfera_na_Iberia_modelos_acoplados_de_convecao_no_manto_e_deformacao_superficial

 

 

 

Lahar

A Colômbia é um país da América do Sul localizado num limite de convergência de placas. Possui vulcões ativos, entre os quais, o Nevado del Ruiz. No dia 13 de novembro de 1985, o vulcão entrou em erupção, tendo levado ao deslizamento de massas que provocaram a morte de 25 mil pessoas, transformando-se no pior desastre natural do país.

Este vulcão, com 5389 metros de altitude, cujo cume está coberto de neve desde os 4900 metros, libertou, para além dos fluxos piroclásticos, grande quantidade de calor responsável pelo degelo das massas de água que o cobriam. A água e os piroclastos originaram um fluxo de lamas, fenómeno conhecido por lahar, que escorreram a grande velocidade pelas linhas de água, provocando efeitos devastadores. Uma hora depois de ter entrado em erupção começaram a cair cinzas vulcânicas e lapili, na cidade de Armero, localizada a 45 km da cratera vulcânica. O dia escureceu bastante e choveu intensamente. A cidade de Ambalema, situada no vale do rio Lagunilla, a 80 km da cratera, sofreu esta catástrofe quatro horas após o início da erupção principal. A área do vale mais próxima do rio Lagunilla ficou coberta por um manto de lama cujo volume foi estimado em 300 milhões de metros cúbicos.

Resumo – Vulcanismo

Questão

A ocupação antrópica de locais próximos dos vulcões torna as populações vulneráveis e potencia a perda de vidas humanas. Relacione as medidas de prevenção que devem ser tomadas, para evitar novas tragédias, com as características geológicas da região do Nevado del Ruiz.

Referências: 

Prova Escrita de Biologia e Geologia (Prova 702/2.ª Fase) – 2008

 

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